quarta-feira, 12 de setembro de 2007

O CABO BRANCO (Soneto)

Flagrado na Ponta-do-Seixas, em João Pessoa [PB], este poema não retrata só a beleza do lugar, mas a missão do país Brasil - com o agravante de estar afixado no local aonde o sol brilha primeiro em todo o continente americano (do Ushuaia ao Alaska, da Terra do Fogo ou Estreito de Gibraltar).
Paulo Miranda teve a sensibilidade de transcender sua obra, em rimas simples (mas não sem profundidade). Ei-lo:


O CABO BRANCO (Soneto)

Soprado pelos ventos de outros mundos,
E gerado na existência de outras eras,
O Cabo Branco, na passagem dos segundos,
Vai assistindo o passar da primavera.

Desafiando a própria natureza,
Sua ponta ligando o continente;
Sublime senhor desta grandeza
Banhado pela luz do sol nascente.

E a sutileza das ondas lhe beijando,
Vai uma, vem outra, se evolando,
Se esvaindo no espaço cor de anil.

E do verde da flora ele se veste,
Recebe o soprar do vento agreste,
Este acidente geográfico do Brasil.

Paulo Miranda

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